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quinta-feira, 18 de maio de 2017

OPINIÃO: Não há o que TEMER

Foto: Jornal O Globo

O brasileiro vive uma sina que parece longe do fim. A conjuntura política, social e econômica não são das melhores, nossos representantes não nos representam e a corrupção tomou conta de todo o cenário nacional e em todos os aspectos, não somente no campo político. Tratado, muitas vezes, como o país da impunidade, a rota mudou no Brasil e os escândalos alternam entre cidadãos e políticos. Muita gente perdeu totalmente a noção do perigo.

Seguindo esse raciocínio da impunidade, o presidente Michel Temer pensou que nada haveria de TEMER (qualquer analogia do sobrenome ao termo é mera coincidência), ofereceu propina para que Eduardo Cunha ficasse de "bico calado" nas delações junto a Polícia Federal e acabou sendo gravado. Hora bolas, o dinheiro compra tudo, não é?! Até a soberania política, certo?! Errado, Temer... A casa caiu!!! Mas não foi uma queda estrondosa, pois paredes com alicerces na areia tendem a não ficarem de pé durante as tempestades. Aprenda: onde o teto é de vidro, o sol costuma bater mais forte.

OPINIÃO: Diploma para Jornalista Já!

Artigo de opinião escrito por George Henrique

A rotina da redação é exaustiva, porém gratificante (escuta-se isso dos mais apaixonados comunicadores). Não há nada mais satisfatório que manter as pessoas bem informadas, por dentro do cenário atualizado dos acontecimentos locais, nacionais e mundiais. Antes de tudo, fique bem claro, NÃO SOU JORNALISTA! Pai amado, quanta confusão... Sou acadêmico de Jornalismo e defendo a exigência do diploma para exercer a profissão em suas diversas áreas.

Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha derrubado a obrigatoriedade do diploma para que qualquer pessoa possa ser um jornalista, em 2009, é notável a importância de um curso superior na área que ensine como administrar informações, apurar notícias, obter técnicas de redação, traçar um planejamento comunicacional, ser assessor de imprensa ou assessor de comunicação (não se engane, são dois termos parecidos, mas de atribuições bem distintas), entre outros.

domingo, 25 de dezembro de 2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Meus colegas estão enlouquecidos, Ricardo...


Minha turma de Jornalismo da UnirG está vivendo uma busca frenética por likes, popularidade, glamour, comentários, compartilhamentos. Um trabalho proposto pelo professor Ricardo Almeida, na disciplina de Comunicação Digital e Cibercultura, para criação de mídias e divulgação de conteúdos. Meus colegas se tornaram youtubers, blogueiros, pagineiros e divulgadores de vídeos no Facebook. Se todo internauta fosse o Faustão veríamos facilmente as expressões: "Loucura, loucura, loucura... Ôh louco, meu!". 

No meio dessa alucinação toda está a dificuldade em produzir conteúdos criativos. Todos os dias é a mesma pergunta: "Será que isso chama atenção?" "Será que vai dar certo?" [...] Uns são mais inibidos, outros bem explosivos, e todos, sem sombra de dúvidas, nasceram para brilhar. A turma está maluca, e isso não é falta de talento, muito pelo contrário, é sobra dele. 

Incorporamos, provavelmente, Raul Seixas e estamos "Malucos Belezas". Quer conferir com os próprios olhos o talento deles? É só clicar no nome de cada um, abaixo, e degustar de suas criações!!! Não consegui identificar o trabalho de todos e estou colocando os que encontrei. Aproveita e deixe sua curtida, comentário, inscreva-se e compartilhe.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Árvore milagrosa e susto com bomba d'água

Crônica sobre as "acontecências" de Gurupi em homenagem ao aniversário de emancipação política do município.

Por Zacarias Martins


Foto: Zacarias Martins

Meu primeiro contato com Gurupi foi em 1979, quando saí de Belém (PA), minha terra natal, rumo a Brasília, na busca de oportunidades. O ônibus em que eu viajava fez uma parada num ponto de apoio, às margens da BR-153, no perímetro urbano da cidade. Perguntei ao atendente de uma lanchonete na beira da estrada que lugar era esse e ele me informou que estávamos em Gurupi.

Em Brasília, conheci o gurupiense Gilson Ribeiro Carvalho, oficial médico da Aeronáutica, e nos tornamos amigos. Ele foi quem me apresentou e me convidou para morar aqui, quando voltou. Fixei residência definitiva na Capital da Amizade em novembro de 1983. Na administração pública municipal fui fiscal de posturas, Diretor de Cultura e, ao me envolver com atividades culturais, comecei a escrever crônicas da cidade, que mais tarde foram reunidas no livro Histórias da História de Gurupi, e que foi adotado por duas vezes para o vestibular da Unirg.


Dentre as histórias que registrei está o caso de uma certa “árvore milagrosa”, que surgiu de repente no canteiro central da Avenida Mato Grosso com a Rua 2, Centro da cidade. Através de um buraco na árvore, começou a jorrar água. Lembro-me que as pessoas enchiam garrafas pet com aquela água e depois colocava no padrão de luz, na tentativa de diminuir a conta de energia. Outras pessoas rezavam e cantavam hinos religiosos em volta da árvore. Até que operários da companhia de saneamento chegaram no local, e enfrentando protestos, cavaram um buraco no asfalto e consertaram a adutora que havia se rompido. Foi dessa forma que a tal árvore parou de jorrar água.


Outro caso que também marcou a vida dos gurupiense aconteceu em meados de 2004, por conta de uma suposta bomba que haviam esquecido dentro de uma caixa de papelão na agência da Caixa Econômica Federal. Houve uma grande mobilização dos órgãos de segurança na cidade. Equipes especializadas da elite da Polícia Militar (PM) do Estado montaram uma operação antibomba para desarmamento do suposto artefato. Depois, descobriram que, na verdade, a bomba era uma bomba, mas d’água, de sucção, dessas usadas em cisternas e poços.


Linha do Tempo


1929 - Processo de povoamento, a partir de 1929, por desbravadores garimpeiros atraídos pela oferta de ouro e cristal na região.


1950 - Benjamim Rodrigues, fundador de Gurupi, em visita ao lugar planeja criar uma Colônia Agrícola.


1952 - Benjamim Rodrigues se instala no povoado e funda o comércio.


1954 - Celebrada primeira missa, construção da Igreja Santo Antônio.


1955 - Escolha do padroeiro Santo Antônio e iniciado o movimento pró-distrito.

Vejo Gurupi assim; como uma cidade acolhedora, mas também, de muitas histórias para se contar. Se depender de mim, enquanto eu tiver disposição e saúde, continuarei registrando, com o olhar crítico, as ‘acontecências’ da Capital da Amizade no Tocantins.

1957 - Em 5 de novembro daquele ano, o trecho da rodovia federal na região é inaugurado com uma festa rural.


1960 - primeira eleição para eleger prefeitos e vereadores de Gurupi e criação da Câmara Municipal.


1958 - Morre o primeiro subprefeito João Borges Leitão. Emancipação política em 14 de novembro.


1959 - Doca Barros foi nomeado prefeito e, em janeiro, o município foi instalado pelo juiz Feliciano Machado Braga.


Zacarias Martins é escritor e jornalista, titular da Academia Tocantinense de Letras.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

FRUSTRAÇÃO: Aposentados e reformados tomam lugar de efetivos no serviço público

Por Henrique Veras
Acadêmico de Jornalismo

Foto ilustrativa retirada da internet
É de chamar atenção a supervalorização que certos governantes dão a aposentados e reformados sem conhecimento técnico e sem nenhum peso político. Funcionários públicos aposentados de todas as esferas estão sendo convidados a ocupar cargos de confiança, que deveriam ser de servidores que estão na ativa e com conhecimento técnico. Estes, nem são nem lembrados, a não ser nas campanhas, para romper em ruas e avenidas abrindo portas de casas e empresas.

Estes aposentados e reformados que estão sendo empregados nas prefeituras, estados e federação têm renda fixa. É preciso lembrar que para cada aposentado que volta à ativa fica um cidadão desempregado. Observe-se ainda que boa parte destes ainda trazem em seu íntimo ranços e recalques de anos em que tentaram assumir algum cargo sem sucesso em seus órgãos de origem. Agora retornam, pendurados em cabides oferecidos por políticos que ainda acreditam na fórmula de ter ao redor grupos familiares, entidades e tudo o que puderem.

Muitos desses comissionados aproveitam desses momentos para descarregar suas cargas de maldade nos subalternos. Nem sequer tomam conhecimento da história e da experiência de muitos desses servidores concursados. Para eles, o reconhecimento vem através da humilhação e assédio moral, que para muitos passa despercebido.

Também tem comissionados em diversos escalões que estão doentes, que na verdade estão sendo vítimas e precisando de um tratamento. Conheço depressivos que deveriam estar se tratando. Isso é notório: comissionados chegam em suas secretarias e departamentos e não dão um bom dia a ninguém. Atitudes como estas nos dias de hoje não são normais.

Uma necessidade dos administradores municipais no momento é conseguir ludibriar a crise para conseguir crescer. Isto requer corte nos gastos, inclusive na folha de pagamento. Como estamos findando um mandato e começando outro está na hora de valorizar profissionais competentes, aproveitando ao máximo os servidores de carreira, aliando experiência e contenção de gastos. Acrescentando que o período de adaptação não existe pois os cargos serão preenchidos por quem conhece a casa.

Será reconhecida como justa a contratação de aposentados e reformados quando não houver profissionais preparados e interessados em assumir a responsabilidade, o que quase sempre não é o caso. Têm governantes que chegam a ser eclesiásticos. Mas só com aposentados e reformados.

Gurupi, 24 de Outubro de 2016.